Identidade Cultural

Por: Marina Ferreira

A identidade cultural é um conjunto vivo de relações sociais e patrimônios simbólicos historicamente compartilhados que estabelece a comunhão de determinados valores entre os membros de uma sociedade como língua, religião, as artes, o trabalho, esportes, festas e entre outros. É um processo dinâmico, de construção continua, que se alimenta de várias fontes no tempo e no espaço. Como consequência do processo de globalização, as identidades culturais não apresentam hoje contornos nítidos e estão inseridas numa dinâmica cultural fluida e móvel.

Durante muito tempo, a ideia de uma identidade cultural não foi devidamente um problema no campo das ciências humanas. Com o desenvolvimento das sociedades modernas, muitos teóricos tiveram grande preocupação em apontar o enorme “perigo” que o avanço das transformações tecnológicas, econômicas e políticas poderiam oferecer a determinados grupos sociais e principalmente os folcloristas defendiam a preservação de certas práticas e tradições. Por outro lado, algumas recentes teorias culturais desenvolvidas no campo das ciências humanas desempenharam o papel inovador de questionar o próprio conceito de identidade cultural. De acordo com essa nova corrente, com o desenvolvimento da globalização, a identidade cultural não pode ser vista como sendo um conjunto de valores fixos e imutáveis que definem o indivíduo e a coletividade da qual ele faz parte.

A identidade de um sujeito surge através de três concepções: a do homem iluminista, pós-moderno e o homem sociólogo.

 O sujeito iluminista:

• Era baseado no Iluminismo
• Tinha a humanidade como unificada, centrada e dotada de razão e consciência
• O seu centro permanece o mesmo até a sua morte, sendo esse centro a identidade de uma pessoa.
• Esse sujeito era mais individualista, valorizava o próprio eu.

O sujeito sociológico:

• Incluía a sociedade no seu eu.
• o seu núcleo não era autossuficiente
• Necessitava da interação com outras pessoas, que contribuíam para a formação de valores.

O sujeito pós-moderno:

• Possui a falta de uma identidade fixa e imutável, estando sujeito à cultura ao qual está exposto.

A comunicação via Computador – Do surgimento aos dias atuais

superconexao

Por: Victor Mariano

A Internet surgiu no início dos anos 60 nos primeiros anos da Guerra Fria, a ideia era de criar um tipo de mecanismo como fonte de comunicação para evitar ataques russos, americanos queriam um sistema onde pudessem guardar todos os seus documentos, para que caso ocorresse um ataque, esses não fossem perdidos. Na década de 70 as tensões entre os dois blocos (URSS & E.U.A) havia diminuído, mas como o desenvolvimento desse tipo de ferramenta era mais livre nos E.U.A, interessados na área passaram a estudar e aperfeiçoar mais ainda o que hoje pode ser considerada a internet. motivados, principalmente, por difusão de informação.

Mas como funciona a Internet? O que é I.P? O I.P (Protocolo de Internet) é o que permite que o tráfego de informações seja encaminhado de uma rede para a outra. Com o passar dos tempos a empresa Netscape (Famoso navegador no início da Internet) modernizou ao criar o protocolo HTTPS(HyperText Transfer Protocol Secure), possibilitando o envio de dados criptografados para transações comerciais na internet.

Nos dias atuais a Internet fez com que nós, usuários, nos tornasse cada vez mais dependentes do seu uso, permitindo com que quebremos barreiras seja ela de distância ou até o fator de nos tornamos emissor de tudo aquilo que fazemos. Pudemos gozar do uso do Email para namorarmos a distância, por exemplo, fazendo com que o uso de telegramas pelos correios fosse esquecido. Além disso, o download foi a ferramenta com um poder enorme, se tratando em relação a comodidade, facilidade. Se antes esperávamos para aquela tal sonhada Segunda-Feira para assistir ao filme ”Inédito” na Globo, hoje com uma boa conexão você ”Baixa” o filme que quiser, e assiste a hora que quer, podendo pausar, continuar, ou até mesmo vê-lo quantas vezes quiser.

Mas o que tudo isso atingiu nos veículos de comunicação? Qual a importância desses recursos para ela? E, Claro, para nós usuários? Acontece que… com o fator da internet em alta, os meios de comunicação passaram a investir mais em sites de notícias com tags para diversos assuntos, para atingir um certo tipo de demanda. Ou seja: Se eu amo cinema, eu posso ler apenas sobre cinema nesses sites. Se tornou mais específico. Por outro lado os costumes de ler jornal(papel) foram diminuindo, a internet deu um patamar, um acesso maior. O usuário passou a ser emissor de opinião, como é o exemplo desse autor que está escrevendo esse texto nesse momento, eu emito o meu pensamento em relação a um assunto e lanço na rede onde todos podem ler.

Aula de Teoria de Comunicação: Cibercultura

asssss

Por Alonso Veríssimo

A cibercultura encontra sua face no computador, nas requisições e possibilidades ele esta focado na informação e no conhecimento, quando ligadas as redes digitais. O computador permite que pessoas troquem todo tipo de mensagens entre indivíduos ou no interior de grupos, participem de conferências eletrônicas milhares de termos diferentes, e tenha acesso a todo tipo de informação pública contida na rede, construindo assim então uma imensa enciclopédia viva.
Com essa mediação por computadores e a popularização da internet nas massas, houve o fim do polo emissor, ou seja, pessoas deixaram de lado opiniões de mídias de massa como tv, rádio e jornal. E começaram a escolher o que assistir/escutar e ir atrás de opiniões de outros, por exemplo: até o final dos anos 90 descobrir uma banda só era possível se ela tocasse nas rádios ou passasse na tv hoje em dia você pode conhecer uma banda na tela do seu computador vendo comentários, vídeos, músicas e etc.

asssss2
Outro fenômeno que ocorreu com o mega crescimento da cibercultura foi a desfragmentação do formato de opinião, ou seja, não existe só uma pessoa que sabe sobre algo que seja do nosso interesse e sim milhares. De uma forma geral no mundo atual, devido a facilidade de acesso aos diversos meios de comunicação através de entrevistas, reportagens, noticiário, artigos, blogues, comunidades sociais, etc., todas as pessoas podem colaborar em algum momento para a formação da opinião de outras pessoas.
Um simples vídeo colocado por um desconhecido no YouTube pode atingir milhões de pessoas e modificar a opinião delas sobre determinado assunto.

Aula de Teoria de Comunicação: Documentário “Sou feia mas tô na moda”

Por Romero Cavalcanti

sOU FEIA MAS TO NO BLOG

O Blog RTVI 110 assistiu o documentário “Sou Feia mas tô na moda” e traz aqui o link do documentário para vocês assistirem e um prelúdio que vai despertar o interesse de todos que curtem uma noitada… Daquele jeito !
O Funk Carioca se trata de uma manifestação social (musical) das favelas do Rio de Janeiro, que, como toda expressão artística, trajam uma carga pessoal dos seus idealizadores, mas, com o tempo, a nacionalização deste produto musical e filosófico, ganha novas fases e rostos atingindo assim, ao contrário do que imaginam, todas as classes sociais.

O documentário : Sou feia mas tô na moda, lançado em 2005, em Londres, com direção de Denise Garcia e produzido pela ToscoGraphics, dão uma volta nos baile funks focando as mulheres deste movimento e as bandeiras feministas (fora do comum) que elas levantam. Gaiola das Popozudas, Tati Quebra-Barraco, Deise da Injeção, dentre outras, são mulheres, cantoras do funk carioca, que moram em comunidades onde as leis e assistência social não existem, “por este motivo” as mc’s do funk estão re-criando os seus direitos/deveres de igualdade, incentivando outras mulheres a autovalorização, conscientização e alertas para doenças sexualmente transmissíveis.

O Feminismo ativista e imperativo das interpretes do funk, transformou as mulheres submissas em “ livres e donas dos homens” e nacionalizou um estilo que desperta a libido e sensações prazerosas dançantes, o funk carioca, definitivamente desceu do morro e invadiu todas as classes.

ASSISTA AQUI •

Aula 9 de Teoria da Comunicação: A TV é pública? E eu com isso?

tvuuuu

Por Alysson Souza

Talvez muitos ainda não tenham percebido, mas há um fenômeno novo na televisão brasileira: o crescimento do número de canais públicos, com programação bem diferente das oferecidas pelas televisões comerciais. A maioria não exibe propaganda e trata o telespectador como cidadão e não apenas como consumidor. No Brasil, as televisões surgiram e se fortaleceram sendo bancadas justamente pela publicidade; só mais recentemente começaram a se consolidar algumas emissoras não comerciais financiadas pelo poder público: são as TVs estatais e públicas. A TV Universitária (TV U) é um exemplo desse modelo de televisão. Em quase todos os outros estados brasileiros esse modelo se repete, com emissoras vinculadas aos governos estaduais e as assembleias legislativas.

Enfatizo aqui que praticamente cada estado do país possui uma emissora pública que mantém uma programação com um conteúdo educativo que é bastante diferente das do setor privado. Aqui em Pernambuco, exemplifico mais uma vez a TV U que se separou definitivamente dos moldes mais conhecidos pelos telespectadores, que não depende do dinheiro da publicidade, então teria, em teoria, maiores condições de inovar. Mas, o que diferencia diretamente a TV pública, da rede Globo, que é uma TV privada, por exemplo? Qual é a especificidade de uma TV pública? A primeira delas, cita Gustavo Almeida em nosso bate-papo, é que a TV pública é uma TV feita para o público e com participação do público; uma forma complementar, assuntos que não são de total interesse da TV privada, porém, o principal ponto que difere totalmente é a abordagem que essa televisão vai dar a certos assuntos e também à chamadas e vinhetas, com um cunho de experimentação como divulgar uma campanha para surdos e mudos nas escolas, em que, de repente, o áudio fica mudo ou também fazer vinhetas em que mostram imagens quase estáticas por alguns minutos de paisagens da região metropolitana do Recife, fazendo com que o telespectador contemple paisagens por alguns minutos, quebrando os parâmetros mais familiares na televisão de muita informação em pouco tempo.

O que emissoras privadas exibem em sua grade de programação é produzido por elas mesmas. Aí está uma das principais diferenças entre o setor privado em comento e setor público. A TV pública também exibe conteúdo produzido pelo produtor independente. Toda a nossa cultura televisiva é baseada nas emissoras comerciais e principalmente o entretenimento, onde o jornalismo é um apêndice da programação. Na Pública, tem-se um desafio muito grande, que é tratar assuntos complexos de maneira que as pessoas entendam e levar isso (o conhecimento), ao maior número de pessoas é um dever do comunicador. É um desafio, claro, pois os assuntos são áridos, em geral, porque não é de costume do consudimor assistir a, por exemplo, um documentário sobre vida e obra do escritor Osman Lins, digamos, além do limite de orçamento fazer algo bem produzido para que isso chame a atenção de alguma forma.

Outro ponto que difere do setor privado, é um maior comprometimento em relação a constituição federal da comunicação social, em que no Capítulo II, diz que deve haver uma “(…) promoção cultura nacional e regional; estímulo à produção independente que objetive sua divulgação (…)”, Mas, na realidade, esse ponto nas emissoras que não são públicas é totalmente contrário pois não há esse estímulo regional, já que é radiado a maior parte do conteúdo cultural de duas cidades para o resto do país e também não há uma produção independente na televisão brasileira atualmente. Em Pernambuco, todos os veículos de comunicação privados não seguem essas regras da constituição, já a TV U, faz a sua diferenciação com um segmento tido como próprio.

Explano aqui que esse tipo de comunicação pública, especificamente, as emissoras, devem receber maior apoio governamental, tanto na produção de conteúdo como na divulgação. Partindo para o âmbito da divulgação, o que diferencia, principalmente, a pública da privada é com certeza a qualidade da imagem e o modo como ele é exposto, abordado, mas é algo tão novo que já está sendo vigente no Brasil, não só no nosso Estado que ainda não tem “um concreto”, assim digamos, mas que tende ser fortificado na comunicação.

Aula 7 de Teoria da Comunicação : Cultura

funk-e-cultura

Por Marina Ferreira

O dicionário Aurélio define cultura como:

1. Ato, efeito ou modo de cultivar. 2. Cultivo. 3. O complexo dos padrões de

comportamento, das crenças, das instituições e doutros valores espirituais e materiais

transmitidos coletivamente e característicos de uma sociedade: civilização. 4. O

desenvolvimento de um grupo social, uma nação, etc., que é fruto do esforço coletivo pelo

aprimoramento desses valores; civilização, progresso. 5. Apuro, esmero, elegância. 6.

Criação de certos animais, em particular os microscópicos”.

O que encontramos para definir o que é cultura através do dicionário em comento, nos mostra de imediato que o termo varia, sugerindo-nos que todas as definições nele presentes são aceitas. Para um leitor descompromissado, tais significados podem ser facilmente utilizados, desde que aplicados a uma determinada situação que o exija. No entanto, para o historiador, a utilização do termo não pode ser feita dessa maneira, já que a adoção de um ou outro, ou de um e outro significado implica necessariamente a tomada de uma posição acadêmico-política. Entendendo essa perspectiva, pontuo aqui que a cultura é fundamental para a compreensão de diversos valores morais e éticos que guiam nosso comportamento social. Entender como esses valores se internalizaram em nós e, como eles, conduzem nossas emoções – e a avaliação do outro -, é um grande desafio. A Cultura é viva. Constituída por elementos herdados do passado, por influências exteriores adaptadas e por novidades inventadas localmente, a cultura exerce funções importantes na sociedade, ou seja: o que é belo numa sociedade poderá ser feio em outro contexto cultura.

Raymond Williams e a elaboração de uma teoria materialista da cultura

ssss

Raymond William

Preocupado principalmente com a questão do estabelecimento de uma teoria literária marxista, Williams partiu dos conceitos da teoria cultural de Karl Marx. No entanto, fez uma revisão desse conceito e se afirmou não como marxista, mas sim como um teórico do materialismo cultural que, segundo ele, era “uma teoria das especificidades da produção cultural e literária material, dentro do materialismo histórico”. Tentando marcar a formação histórica do conceito de cultura, tirando-lhe o caráter de ‘entidade percebida’, Williams recuperou a trajetória do termo que, até o século XVI era associado à ideia de cultivar alguma coisa (animais, colheitas, sementes, etc.) Ele afirmou que, a partir do século XVIII, seu significado se ampliou, passando a significar também conhecimento erudito, relacionado ao desenvolvimento e progresso social. Porém, a partir principalmente do século XIX, a relação entre as ideias de cultura e civilização foram questionadas, já que uma não levava necessariamente à outra, e que o conceito de civilização se referia a uma situação histórica específica, como por exemplo, a dos países Inglaterra e França. Questionado, sobretudo pelos românticos alemães, o termo cultura passou a ter um sentido diferente, associado à religião, às artes, família, vida pessoal, significados e valores.

Cultura está envolvida na memória, no local, em qualquer tipo de cultivo relacionado a algum segmento. No âmbito fonográfico há o questionamento sobre alta ou baixa cultura; alguns intelectuais acreditam na existência de uma alta cultura, por acreditarem, em certo ponto, que cultura é aquilo que irá apenas acrescentar pontos positivos ou disseminar um legado, porém não se pode estudar o que é cultura com olhar vicioso e nem preconceituoso. O funk, por exemplo, é um ritmo musical muito criticado pelas pessoas, simplesmente por acharem que o funk é um estilo de musica para as pessoas que moram nos morros da cidade do Rio de Janeiro por exemplo. O erro das pessoas é esse, julgar sem saber pelo menos a origem daquele ritmo musical. O funk é um ritmo originado da música norte-americana no final da década de 1960, que teve origem através do soul music. Tem uma batida mais pronunciada e algumas influências do R&B, do rock e da musica psicodélica, ou seja, a partir daí podemos observar que o funk não se relaciona ao termo baixa cultura simplesmente pelo fato de que a maioria de seus ouvintes são de ambientes como favelas, morros ou locais mais humildes.

Aula 6 de Teoria da Comunicação : Além do cidadão Kane ou Roberto Marinho?

charge-tv-globo

 

Por Jéssica Tavares

Quando falamos do cidadão Kane, pra quem não sabe, tudo começou de um filme em que conta a historia de  Charles Foster Kane, um magnata da comunicação norte-americana, que nasceu pobre e se torna um dos homens mais ricos do mundo. Quando falamos de Kane, como não se lembrar do grande magnata do Brasil,  Roberto Marinho. Como grande empresário e grande visionário, por ter construído o meio de comunicação televisivo de tamanha força que tem o poder de induzir seus telespectadores a acreditarem na liberdade de expressão de seus telejornais, ofuscados por um véu aparentemente verídico, levando a quem é adepto e fiel a Rede Globo a acreditar que tudo seja verdade, desconhecendo que, por detrás desse ilibado poder de persuasão o que conta mesmo são os interesses reais da referida emissora. 

O Brasil já esteve entre as 10 principais economias do mundo, mas com a distribuição de renda entre as 3 piores do mundo,  a grande maioria é pobre mas todos assistiam e assistem como hoje, a  televisão. Com esse enorme poder de telespectadores e  de dar informações, que para isso acontecer vinha da concessão do presidente que em sua época eram os generais que passavam pela fase politica entre grandes acontecimentos, revoltas, golpes militares e ditatorial que deu prioridade a desenvolvimento do  moderno sistema de telecomunicações e viabilizou a compra de televisores a credito e quanto maior a quantidade de televisores a serem vendidos, mais Roberto Marinho ficava rico. Que pra quem não sabe, sempre apoiou o governo de JK, de quem ganhou a concessão e abriu a rede globo. Que por sua vez  crescia entre as emissoras, como a Band, SBT e a tupi a primeira de todas as emissoras, que veio a falir logo após. Como dito, essas como todas as emissoras sofreram  com a ditadura, que veio a estabelecer a censura em massa entre todos os meios de comunicação, mas com o diferencial que a globo defendia o regime militar.  

Logo após a ditadura, foi constituída uma nova lei onde tirava o poder do presidente de dar concessão, fazendo as emissoras já feita nessa época, as que dão conta até hoje. Fazendo também a Sarney como ultimo presidente a conceder, dando mais de 90 concessões. Maior parte delas são de afiliais, e dessas afilias grande parte da Rede Globo e com essa grande demanda, ela ganha entre publicidades e novelas. Como meio de informação, seus jornais mostravam a realidade de formas contorcidas, mostrando do jeito que seus patrões queriam, como por exemplo, quando eles quiseram  Collor pra sua presidência, ate chegar o momento e verem a besteira que fizeram depois de seu mandato. Então desde que a televisão foi inventada, vivemos em termos em que a publicidade, o governo, entre os demais patrões da sociedade tentam fazer nossas cabeças e se você não tem uma opinião formada sobre o todo, você é um alienado.

Aula 5 de Teoria da Comunicação : A Teoria Crítica

 

 

ss

 

Por Mariane Lagos

A Teoria Crítica consiste em um grupo de intelectuais frequentadores do Instituto de Pesquisa Social da Escola de Frankfurt, instituto que nasceu com uma inspiração marxista e que buscava fazer uma investigação social sobre a industrialização moderna. Tem como representantes Pollock, Löwenthal, Adorno, Benjamin, Marcuse, Habermas e Max Horkheimer.

Na década de 40, Adorno e Horkheimer criaram o conceito de indústria cultural, referente à produção da cultura como mercadoria. Segundo os filósofos, a indústria cultural, ao criar a padronização, anula toda a individualidade da arte, pois ela estaria sendo tratada como objeto de mercadoria, estando sujeita as leis de oferta e procura do mercado. Podemos citar como exemplo, a o Jazz, gênero musical americano que se espalhou pelo mundo a partir dos meios de comunicação de massa, no qual é descrito por Adorno como símbolo da degradação estética, sintoma da produção cultural voltada a estimular os meios de massa.

sss

 

Produtos culturais são entendidos como produtos feitos para impedir a atividade mental do espectador, portanto são vistos como produtos alienantes, um forte exemplo disso é a televisão, grande meio de comunicação de massa responsável pela manipulação do pensamento coletivo e que se utiliza de mensagens ideológicas.

Aula 4 de Teoria de Comunicação: Filme “O Quarto Poder”

FOTO 1 ALONSO

Por Alonso Veríssimo

“Tudo o que sei é somente o que li nos jornais”, este comentário é um sumário sobre muito do conhecimento e informação que cada um de nós possuímos sobre assuntos públicos. Nos dias de Will Rogers, o jornal era a principal fonte de informação sobre os assuntos públicos; hoje nós temos a televisão, Internet e uma variedade de tecnologia de comunicação que ainda e estruturada  pelo trabalho dos jornalistas sobre eventos e situações.

Os jornais e as notícias da TV e também as mais bem editadas páginas de um jornal ou um site fazem muito mais  do que sinalizar a existência  dos termos e eventos importantes  para a nossa seleção diária  e a apresentação da notícia. Os editores e diretores de redação focam nossa atenção e influenciam nossas percepções naquilo que é mais importante,  questões do dia a dia no ponto de vista deles.

FOTO 2 ALONSO

As mídias de comunicação podem  nos influenciar do jeito que elas quiserem  de acordo com seu interesse; podem nos fazer amar e odiar pessoas, empresas, objetos e etc. Um exemplo disso podemos ver em um filme americano intitulado O Quarto Poder (1997), com direção de Costas Gavras, com Dustin Hoffman, John Travolta e Mia Kirshner no elenco,   no qual conta a história de um repórter de televisão que não está em um bom momento de sua carreira, mas já foi um profissional respeitado de uma grande rede. O personagem está fazendo uma cobertura sem importância em um museu de história natural quando testemunha um ex-funcionário do local pedir seu emprego de volta e, não sendo atendido, ameaça a diretora da instituição com arma de fogo. Ele nada faz com ela, mas acidentalmente fere com um disparo um antigo colega de trabalho. O jornalista, de dentro do museu, consegue se comunicar com uma de suas auxiliares que está em uma caminhonete nas proximidades, antes de ser descoberto pelo ex-segurança, que agora fez vários reféns, inclusive um grupo de crianças que visitavam o museu. Em pouco tempo, um pedido de emprego e um tiro acidental se propagam de forma imensurável, atraindo a atenção de todo o país. O repórter convence ao segurança que este lhe dê uma matéria exclusiva e promete em troca comover a opinião pública com a triste história do guarda desempregado. É a sua chance de se projetar e voltar para Nova York, mas nem tudo acontece como o planejado. Os fatos são manipulados pela imprensa e tudo sai do controle, pois apenas altos salários e índices de audiência contam e a verdade não é tão importante assim.

Aula ministrada no dia 04 de março de 2013.

Aula 3 de Teoria de Comunicação: Mídia em Pernambuco

FOTO XANDAO

        Por Alexandre Batista

        Após tudo o que foi argumentado nas aulas anteriores sobre a teoria hipodérmica e a sociedade de massa, estudamos nesta aula um pouco mais sobre a relação da mídia com a sociedade de modo local, que atinge a nós que vivemos na Região Metropolitana do Recife.

O objeto da argumentação foi sobre o papel desempenhado pelas grandes empresas de comunicação, onde Recife se destaca. As principais são:

Sistema Jornal do Commercio de Comunicação; Grupo JCPM, Jornal do Commercio, TV Jornal, Rádio Jornal PE, Rádio CBN, JC Online, NE10

O Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, pertence ao empresário João Carlos Paes Mendonça. Compõem o grupo o Jornal do Commercio, a TV Jornal, as rádios Jornal e JC/CBN além do Portal NE 10.

sss

João Carlos Paes Mendonça

Paes Mendonça também é proprietário do Grupo JCPM e é sócio acionista de diversos centros comerciais em diversas regiões do país. Aqui em Recife se destacam: Shopping RioMar; Shopping Tacaruna; Shopping Recife; Plaza Shopping; Shopping Guararapes

Também já foi dono do mercado e super mercado Bom Preço e Hiper Bompreço.

Os Diários Associados, também conhecidos como Condomínio Acionário dos Diários e Emissoras Associados, ou simplesmente D.A, são o terceiro maior conglomerado de empresas de mídia do Brasil. Fundado em 1924 por Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo, mais conhecido como Assis Chateaubriand.

Atualmemente, o grupo conta com 50 veículos de comunicação: 13 jornais, 05 revistas, 11 rádios, 09 emissores de televisão, 04 portais, 01 fundação, 07 outras empresas.

Em Pernambuco o Grupo é composto pelo Diário de Pernambuco que é o jornal mais antigo em circulação na América Latina, o Aqui PE, a TV Clube e as Rádios Clube AM, que é a mais antiga emissora de rádio do Brasil e Clube FM, além do portal Pernambuco.com.

              

A Editora Folha de Pernambuco é composta pelo Jornal Folha de Pernambuco, o Portal Folhape.com.br e a Rádio Folha 96,7 FM. O sistema é parte integrante do Grupo EQM, com atuação no setor sucroalcooleiro, de energia e de comunicação, presente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Fundado em 03 de abril de 1998, pelo empresário Eduardo de Queiroz Monteiro.

GRUPO JOÃO SANTOS

O Grupo industrial João Santos foi fundado em 1935 pelo economista João Pereira dos Santos, é produtor do Cimento Nassau, e considerado um dos três mais importantes conglomerados da Região Nordeste. Além do ramo da construção, o grupo atua ainda no mercado sucroalcoleiro com a Usina Santa Tereza, na fabricação de Papel e Celulose com a Cepasa, no setor de Táxi aéreo com a Weston e no setor de Comunicação, nos estados de Pernambuco e Espirito Santo, com a TV e Rádio Tribuna e no Estado Capixaba, com o Jornal A Tribuna e o Portal redetribuna.com

s

A Rede Globo Nordeste, Pertence às Organizações Globo. Foi fundada no dia 22 de abril de 1972. Retransmite a programação nacional da Rede Globo para a cidade do Recife, Região Metropolitana, litoral e Fernando de Nornha, além de produzir programas regionais. É atualmente líder de audiência no estado, nas 24 horas diárias.

A Globo Nordeste funciona como “cabeça de rede” na Região Nordeste. Possui como afiliadas no estado a TV Asa Branca, em Caruaru, a TV Grande Rio na cidade de Petrolina e em Fernando de Noronha a Tv Golfinho.

O principal argumento desta aula, foi que estas empresas nos fornecem as principais informações sobre o nosso cotidiano e que muitas dessas informações podem ser manipuladas ou omitidas por existir um acordo para que não se prejudiquem umas as outras.

Um exemplo é o caso do jornalista e escritor Cícero Belmar que foi demitido do Jornal do Commercio por ter autorizado a publicação de uma matéria da Agência Globo, sobre o trabalho escravo em usina do Mato Grosso pertecente ao proprietário da Folha de Pernambuco, Eduardo de Queiroz Monteiro.

Além disso, existe o fato de que boa parte do faturamento dessas empresas tem origem em publicidade. E não é interessante aos seus anunciantes, notícias que vão de encontro aos seus interesses. Um exemplo bem claro, é a relação dos meios de comunicação com o poder público seja na esfera federal, estadual ou municipal. Dificilmente veremos ou assistiremos uma notícia prejudicando o governo se o mesmo patrocina determinado programa ou anuncia em determinado jornal. A mesma coisa acontece com empresas do mesmo grupo empresarial. É muito pouco provável que vejamos uma matéria, por exemplo, do Jornal do Commercio que prejudique o Rio Mar Shopping.